Transtorno é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social e comportamento

A Policlínica Estadual da Região São Patrício – Goianésia realizou nesta segunda-feira, 4, uma ação sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A psicóloga Gyza Mendes Rocha abordou sobre o tema com pacientes e colaboradores da unidade. “O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social e comportamento”, explicou a palestrante.

De acordo com Gyza, não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. “Tão abrangente que se usa o termo ‘espectro’, pelos vários níveis de suporte que necessitam, há desde pessoas com outras doenças e condições associadas, como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico”, afirma.

As causas do autismo são majoritariamente genéticas. Estudos recentes de 2019 demonstram que fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas. No Brasil não há uma prevalência de Autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil pode ter mais de 2 milhões de autistas.

Pensando e respeitando a garantia de direitos da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo a “Lei Berenice Piana”, 12.764 de 2012, criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo no Brasil, regulamentada pelo Decreto 8.368, de 2014.

Sinais

Alguns sinais de autismo podem ser descritos como: não manter contato visual por mais de 2 segundos; não atender quando chamado pelo nome; alinhar objetos; ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise; não brincar com brinquedos de forma convencional; fazer movimentos repetitivos; não falar ou não fazer gestos para mostrar algo; repetir frases ou palavras; girar objetos sem uma função aparente; interesse restrito ou hiperfoco; não imitar; hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial.

Tratamento

De acordo com a psicóloga, o tratamento para autismo se baseia em terapia de intervenção comportamental, indicada pela Associação Americana de Psiquiatria, entre outros tratamentos individualizados como fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. “Alguns sintomas como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade, desatenção, insônia e outros podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um médico. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na interação social”, explica.

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